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| Foto: Divulgação |
22/05/2013
Os mineiros da Bona Fortuna
Nycolas Ribeiro
Esta semana a banda mineira Bona Fortuna divulgou um vídeo acústico para a música “A Solidão” e, com um
vestuário que lembra os caras do Munford and Sons, André Araújo (voz e guitarra),
Davi Queiroz (guitarra), Felipe D'Angelo (piano), Filipe Oliveira (baixo) e Lucas
Oliveira (bateria), mostram uma harmonia musical invejável em um vídeo
fotograficamente bonito, gravado no Hotel do Teatro em Ouro Preto. Influenciado pela produção audiovisual, a banda voltou a tocar no repeat do meu Media Player.
19/05/2013
A alegria-triste de Ana Larousse
Acredito que as coisas que me conquistam aos poucos são as mais intensas, e assim tem sido com as canções de Ana Larousse, em seu lindo disco “Tudo começou aqui”. Ele me chegou em um momento certo, no qual eu precisava ser acolhido pela amargura de suas letras e pela doçura de seu ritmo. É num dia ruim, em que estamos cansados das demandas diárias e de viver em sociedade (tendo que jogar com os defeitos e artimanhas dos outros), que Ana cantarola baixinho em meus ouvidos: “A vida cansa pra valer / Eu mesma vou adoecer / Talvez antes de ter histórias pra contar / Antes de ver o amor passar / Isso deve doer.” Aí é paixão completa, pois como escreveu Luiz Felipe Leprevost, “Ana canta o que dói de um jeito que salva”.
tags:
ana larousse,
entrevista,
folk,
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pop,
renan guerra,
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tudo começou aqui
08/05/2013
A música introspectiva do Suuns
Nycolas Ribeiro
Imagine-se em uma (boa) viagem
lisérgica. Um cenário que te deixe confortável, variando entre uma festa
intimista com luzes baixas no seu apartamento, ou um sexo suado ao som do seu
artista favorito. Tudo em slow motion. Sorrisos e garrafas vazias. Você se
chama Edie? Pode ser um sonho, o mais niilista deles. Nada precisa fazer
sentido, desde que seja real para você. Deixe que as batidas eletrônicas e a
guitarra afinada sejam as únicas coisas sóbrias dessa cena. Esse é o êxtase
todo por trás da experiência de ouvir Suuns.
05/05/2013
O cara que dá vida aos objetos
Renan Guerra
Sabe quando você percebe carinhas pela cidade? Seja nos faróis dos carros, nas portas e janelas, ou até mesmo nos mais ínfimos objetos? Às vezes ainda imaginamos um mundo em que os objetos falam e tem sensações assim como humanos, numa fábula à la “A Bela e a Fera”, na qual xícaras, talheres e castiçais saem por aí cantarolando e dançando. Pode soar como coisa de criança, porém foi numa dessas, quando o papel higiênico chegou ao fim e sobrou apenas o rolinho de papelão, que Guilherme Bandeira deu start no seu projeto Objetos InAnimados. “O papel acabou e me coloquei no lugar daquele rolinho que tinha se libertado do ‘rolo’ em que estava. Já na prancheta, resolvi criar um diálogo entre o rolo liberto e o rolo ainda preso nos papeis... A partir daí nunca mais consegui ver os objetos da mesma maneira”, revela o publicitário.
Sabe quando você percebe carinhas pela cidade? Seja nos faróis dos carros, nas portas e janelas, ou até mesmo nos mais ínfimos objetos? Às vezes ainda imaginamos um mundo em que os objetos falam e tem sensações assim como humanos, numa fábula à la “A Bela e a Fera”, na qual xícaras, talheres e castiçais saem por aí cantarolando e dançando. Pode soar como coisa de criança, porém foi numa dessas, quando o papel higiênico chegou ao fim e sobrou apenas o rolinho de papelão, que Guilherme Bandeira deu start no seu projeto Objetos InAnimados. “O papel acabou e me coloquei no lugar daquele rolinho que tinha se libertado do ‘rolo’ em que estava. Já na prancheta, resolvi criar um diálogo entre o rolo liberto e o rolo ainda preso nos papeis... A partir daí nunca mais consegui ver os objetos da mesma maneira”, revela o publicitário.
02/05/2013
Aquele CD sobre uma pessoa só
Phillipp Gripp
Atenção: esta resenha é obra de um alguém com o coração já desiludido e com uma opinião, sobre o álbum aqui comentado, formada a partir dessas experiências. Nada abordado aqui foi comprovado cientificamente pelo autor. Caso você, caro leitor, ainda não tenha passado por desilusões amorosas e quer continuar com as expectativas de que seu coração nunca será quebrado, é preferível que pare de ler agora mesmo e vá assistir uma comédia romântica. Se algo neste texto parecer familiar, talvez não seja mera coincidência.
Atenção: esta resenha é obra de um alguém com o coração já desiludido e com uma opinião, sobre o álbum aqui comentado, formada a partir dessas experiências. Nada abordado aqui foi comprovado cientificamente pelo autor. Caso você, caro leitor, ainda não tenha passado por desilusões amorosas e quer continuar com as expectativas de que seu coração nunca será quebrado, é preferível que pare de ler agora mesmo e vá assistir uma comédia romântica. Se algo neste texto parecer familiar, talvez não seja mera coincidência.
28/04/2013
Crônica dos sorrisos
Nycolas Ribeiro
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Foto: Luciano Costa
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Demorei uma semana para escrever
esse texto. Queria beber daquela inesgotável garrafa de textos poéticos que faz
qualquer um marejar os olhos e, depois de embriagado, quase atingindo um tom
patético, me debruçar no computador para escrever uma obra homérica sob o tema “sorriso”.
Foi com essa prepotência, do tamanho do amor que sinto pela minha mãe, que eu
quis “reinventar a roda”. A verdade é que detesto o clichê, apesar de eu ser um
de 72 quilos. Foi nessa falha busca pela perfeita simetria das palavras que
tornam um texto belo que me flagrei indo contra a singela proposta por trás do
projeto Sorria São Borja.
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